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O que é corretagem nos investimentos?

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o que é corretagem nos investimentos?

Taxa de custódia, taxa de performance, taxa do imposto de renda… E a famosa taxa de corretagem. Na hora de investir, é muito importante ter atenção nos custos praticados pela sua corretora. Você sabe o que é corretagem nos investimentos?

O objetivo do investimento é ganhar mais dinheiro, certo? E se eu te disser que existem algumas taxas que “comem” o seu rendimento? Aposto que você não gostaria disso! Mas é verdade. Algumas corretoras cobram taxa de corretagem nos seus investimentos.

É claro que as corretoras são empresas e elas precisam ser remuneradas de alguma forma. No entanto, vale saber que algumas corretoras já oferecem taxa zero em todos os produtos e serviços. Por isso, é essencial que você escolha a corretora com um bom serviço, mas com uma taxa de corretagem baixa.

O que é corretagem?

Pode parecer complicado, mas o princípio é muito básico: corretagem é uma taxa cobrada pela corretora ao fazer alguma operação (seja compra ou venda) em nome de alguém.

Sabe quando você compra uma ação pelo home broker da sua corretora de valores? Ali pode ser cobrada uma taxa de corretagem por operação.

Como eu disse, as corretoras precisam ter a sua remuneração. A taxa de corretagem tem a função de pagar os custos daquela operação realizada e, automaticamente, remunerar a corretora.

É importante saber que, dependendo de qual é a política daquela corretora, essa taxa pode ser fixa ou variável:

  • Taxa de corretagem fixa: o valor não depende da operação realizada. Ou seja, não importa se você investiu R$ 1 mil ou R$ 1 milhão, as duas operações terão a mesma cobrança.
  • Taxa de corretagem variável: o valor cobrado depende da operação realizada. Será cobrado um percentual sobre o volume da operação, ou seja, a taxa vai depender de quanto patrimônio foi investido.

A taxa de corretagem, seja fixa ou variável, pode ser cobrada em diferentes produtos, não só no mercado de ações (exemplo: mercado futuro e opções).

Renda fixa

Foi-se o tempo em que era cobrada uma taxa de corretagem para investir em títulos de renda fixa como Tesouro Direto, CDBs, LCIs, LCAs e muitos outros. Atualmente, as corretoras e bancos não cobram nenhuma taxa para o investimento em renda fixa.

Ainda existem algumas (pouquíssimas!) que cobram taxa, mas fuja! As mais conhecidas do mercado – inclusive, os grandes bancos – oferecem taxa zero para os seus investimentos em renda fixa e não há motivo para você gastar dinheiro à toa.

No caso do Tesouro Direto, existe a taxa de custódia de 0,25% ao ano que é obrigatória pelo Tesouro Nacional. Mas, do lado da corretora, não há nenhuma taxa de corretagem.

Renda variável

Nos dias de hoje, quando alguém pergunta “O que é corretagem?”, a resposta pode ser “A taxa que as corretoras cobram na renda variável”. Como a renda fixa é taxa zero, as taxas de corretagem só são cobradas nos ativos de renda variável.

Toda corretora possui o seu home broker, que é a plataforma usada para comprar e vender ativos negociados na bolsa de valores. A taxa de corretagem é cobrada quando você, investidor, realiza uma operação de compra e/ou venda de ativos.

Em algumas corretoras, não há taxa cobrada para negociação de fundos imobiliários. Em outras, ETFs são isentos da cobrança. E há algumas com taxa zero em todas as operações de bolsa de valores. Por isso, é importante pesquisar qual é o seu objetivo e qual corretora é mais adequada para a sua operação.

Taxa das corretoras

Para te ajudar a escolher a melhor corretora, fiz uma tabela especial. Separei as principais corretoras do Brasil para você ver quais são os custos para operar. Os valores variam para contratos de dólar, opções, mercado futuro e outros produtos/serviços.

Nesta tabela, vou te mostrar apenas qual é a taxa de corretagem para investir no produto mais comum de renda variável: ação. Confira:

CorretoraTaxa de corretagem para ações
AtivaR$ 15,00
ClearNão cobra taxa
EasynvestR$ 10,00
GuideR$ 14,00
MiraeR$ 1,14
modalmaisR$ 2,49
Nova FuturaR$ 3,49
RicoR$ 7,50 a R$ 10,00
SocopaR$ 7,00
TerraR$ 7,50 a R$ 14,50
ToroR$ 8,90 a R$ 15,90
XPR$ 8,00 a R$ 19,90

Se você ainda está em dúvida de como escolher qual é a melhor corretora, o Yubb pode te ajudar com o Guia das Melhores Empresas de Investimento. No Guia, você pode ver o que os outros investidores pensam sobre as corretoras – inclusive, sobre as taxas e custos.

Entendeu o que é corretagem nos investimentos? Se tiver qualquer dúvida, deixe seu comentário! 😉

Como abrir conta na Necton corretora?

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como abrir conta na Necton corretora

O Brasil é um país que conta com muitas corretoras disponíveis no mercado para o investidor aplicar o seu dinheiro. No começo de 2019, surgiu uma nova instituição financeira: a Necton corretora.

Essa empresa surgiu a partir da união de duas corretoras tradicionais, Spinelli e Concórdia. Ao perceber que o mercado financeiro está mudando, as duas companhias decidiram “unir as forças” e lançar uma corretora inovadora.

O objetivo da Necton é ser uma corretora acessível para todos que quiserem investir o dinheiro – independente de nível de conhecimento e/ou quantidade de patrimônio. Por isso, a proposta é ter uma plataforma simples, intuitiva e moderna.

Mas será que toda essa modernidade é real? Se você quiser começar a investir pela Necton, o processo é realmente todo online e sem burocracias? Quais documentos são necessários? É gratuito mesmo?

Nós também tivemos todas essas dúvidas e fomos trabalhar para obter as respostas para você. No #YubbResenha de hoje, a plataforma da Necton é a protagonista. Quer saber como funciona todo o processo de abertura de conta? Confira!

O que achou do vídeo? Esperamos que tenha gostado! Inscreva-se no canal do Yubb no YouTube e ative as notificações para não perder os novos vídeos.

E, é claro, não esqueça de deixar a sua avaliação sobre a Necton (ou qualquer outra empresa em que você investe) no Guia das Melhores Empresas de Investimento para ajudar outros investidores.


Curtiu o processo de abertura de conta da Necton corretora? Ficou com alguma dúvida ou quer fazer um comentário? Deixa aqui embaixo! 😉

4 indicadores de ações que você deve analisar

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indicadores de ações com Bea

Será que essa empresa dá lucro? O setor dessa empresa está crescendo no Brasil? Ela é a melhor do mercado? Antes de investir em ações, é preciso analisar algumas características da empresa em que você vai aplicar o seu dinheiro. Conheça 4 indicadores de ações.

Esse tipo de análise se chama análise fundamentalista, ou seja, é baseada em fundamentos daquela empresa. É aquele processo de entender qual é o setor daquela companhia, o que ela faz e como funciona. É uma ótima análise para o buy and hold: investir em ações para o longo prazo.

Existem muitas empresas na bolsa de valores e, para escolher em qual investir, alguns indicadores podem te ajudar. São 4 indicadores de ações simples que podem ser o seu primeiro “filtro” na hora de comprar uma ação.

O primeiro é o mais conhecido: lucro. Será que, depois de todas as operações, a empresa ainda dá lucro? O resultado final é positivo? Se a resposta for sim, pode ser uma boa oportunidade. Se for não, vale analisar melhor. Esse é o primeiro indicador que deve ser analisado.

Também é importante analisar o patrimônio líquido. A empresa possui o ativo e o passivo: ativo é o que ela recebe enquanto passivo são as despesas. Quando você retira o passivo do ativo, obtém o patrimônio líquido.

Se o ativo é grande e o passivo é pequeno, o patrimônio líquido é grande e isso é um ótimo sinal. Se o ativo é grande e o passivo também, o patrimônio líquido é mediano: vale ficar atento. Se o ativo é pequeno e o passivo é grande, o patrimônio líquido é negativo, ou seja, não invista nessa empresa.

Quer conhecer os outros dois indicadores? Estivemos com Bea Aguillar, canal Papo de Bolsa, e ela trouxe todas as dicas para você investir melhor. Confira:

O que achou do vídeo? Esperamos que tenha gostado! Inscreva-se no canal do Yubb no YouTube e ative as notificações para não perder os novos vídeos.


Gostou de conhecer mais sobre os indicadores de ações? Se tiver qualquer dúvida ou comentário, deixe aqui embaixo 😉

6 passos para fazer investimentos digitais

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Desde paquera até pedidos de comida: atualmente, tudo é feito online. E o mundo financeiro não poderia ficar para trás, né? Transferências com um clique, bancos que não cobram nenhuma taxa, robôs que cuidam do seu dinheiro… E, é claro, os investimentos digitais.

Para aplicar o seu dinheiro, não é preciso ir até uma agência bancária e assinar alguns papéis. Todo o processo é feito online e sem nenhum custo: desde a abertura da conta na corretora até a concretização do investimento.

Isso significa que os investimentos digitais são todos os investimentos que existem no mercado hoje. Se você está querendo começar a investir o seu dinheiro, saiba que você vai precisar de um smartphone e/ou um computador. Chega de burocracia e de papelada!

No post de hoje, vou te mostrar como fazer investimentos digitais para ganhar dinheiro. São 6 passos muito simples que, se você seguir, vai realizar o seu primeiro investimento e ter uma vida financeira mais tranquila.

Dá uma olhada:

passo a passo para fazer investimentos digitais

1. Escolha uma instituição financeira

Para investir, você precisa de uma instituição financeira – seja ela um banco ou uma corretora. Por isso, o primeiro passo é escolher em qual instituição você deseja aplicar o seu dinheiro.

Se você só conhece o seu banco, lembre-se de que ele não é, necessariamente, a melhor opção. Os grandes bancos não possuem boas rentabilidades nos investimentos e as melhores oportunidades estão em bancos pequenos/médios e nas corretoras de valores.

Não sabe qual empresa escolher? Calma! O Yubb tem o Guia das Melhores Empresas de Investimento que reúne a opinião dos investidores sobre os bancos, corretoras e fintechs. Nada melhor do que ver indicações de quem já usou as empresas de investimento, né?

2. Abra uma conta de investimentos

Só de ouvir “abrir conta” já te dá um arrepio? Fique tranquilo que não é nada do que você está pensando! Uma conta de investimentos é muito diferente de uma conta corrente. E abrir uma conta é o segundo passo.

Não há nenhum custo mensal para manter a sua conta de investimentos. Você pode abrir contas em diferentes instituições financeiras e não será cobrado por isso, mesmo se não usá-las.

Outra diferença é que essa conta é feita totalmente online e, no máximo, podem ser pedidas algumas fotos dos seus documentos pessoais. Ou seja, é um processo gratuito e sem complicações.

3. Transfira o dinheiro

Para fazer uma aplicação financeira, é necessário ter um saldo no seu banco ou na sua corretora. Isso significa que você precisa fazer uma transferência da sua conta corrente para a sua conta de investimentos.

O processo é muito simples: basta realizar um TED ou DOC da sua conta bancária para o número da sua conta de investimentos – esse número é disponibilizado assim que você abre  a sua conta.

Atenção: a transferência só pode ser feita entre contas do mesmo titular – com o mesmo CPF.

4. Conheça as opções de investimento

O passo #4 é conhecer as opções de investimento que existem no mercado para, assim, escolher qual investimento você deseja realizar. Para muitos, essa é a parte mais complicada. Mas, na realidade, é mais fácil do que você pensa.

Os investimentos são divididos em três grandes grupos: renda fixa, renda variável e fundos de investimento. A renda fixa é um grupo mais seguro que engloba aplicações como Tesouro Direto, CDBs, LCIs, LCAs e etc.

Renda variável, por outro lado, é um grupo de investimentos mais arriscado em que estão as ações, criptomoedas, robôs e muitos outros. Já os fundos são um serviço em que o gestor investe o seu dinheiro de acordo com as políticas definidas.

Na prática, você precisa definir qual é o seu perfil de investidor (conservador, moderado ou arrojado) e escolher a aplicação que mais se encaixa para os seus objetivos.

No Yubb, seu buscador de investimentos online e gratuito, basta digitar quanto você quer investir (R$) e por quanto tempo (meses) e nós te mostramos quais são as melhores oportunidades do mercado.

Além disso, também temos uma calculadora de investimento mensal em que você pode calcular quanto vai ganhar investindo mensalmente.

5. Concretize o investimento

Assim que você escolher o investimento, é só concretizá-la pela plataforma do banco ou da corretora. Como você já fez a transferência bancária, já possui um saldo na instituição financeira e agora pode finalizar o seu investimento.

É muito simples: entre no site ou app da instituição, escolha o investimento que deseja realizar e clique em “investir”. As plataformas de bancos e corretoras são diferentes, mas o princípio é sempre o mesmo.

Depois disso, você verá que o seu saldo na empresa está zerado (se você escolher investir tudo em um investimento, por exemplo) e o seu dinheiro estará alocado diretamente na aplicação financeira.

Parabéns, você é um investidor!

6. Continue buscando

O primeiro investimento é uma vitória muito grande e eu sei disso. Mas o meu objetivo aqui vai muito além disso: eu quero que você se sinta motivado a continuar buscando novas oportunidades e investindo cada vez mais.

Investir é um hábito e, ao fazer os seus primeiros investimentos digitais, tenho certeza de que você se sentirá animado para realizar os próximos. Dessa forma, será mais fácil chegar nos seus objetivos financeiros.

Já sabia o passo a passo para fazer investimentos digitais? Está começando a investir agora? Deixe sua opinião e sua história aqui embaixo 😉

Lucas Pit Money dá dicas para você investir melhor

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lucas pit money responde

O Lucas Pit Money é um dos maiores youtubers de finanças do Brasil. Mas ele tem uma diferença! O foco do seu canal é renda variável e ele dá muitas dicas para quem quer investir em ações.

Para investir, o Pit tem uma “regra”: sempre aplicar 25% de sua renda. No último mês, por exemplo, ele recebeu R$ 40 mil e aplicou R$ 10 mil. Dessa forma, ele consegue manter o hábito de investir todos os meses e, se sobrar dinheiro no final do mês, aplica novamente. Diferente do que alguns youtubers, o Pit ainda não chegou em R$ 1 milhão investido, mas investe para chegar nesse objetivo.

A dica que ele dá para quem está começando é: “Invista em ações que paguem bons dividendos!”. Como você vai ver um dinheiro entrando na sua conta, é uma ótima motivação para continuar investindo.

Outra dica importante é começar por fundos imobiliários e/ou ETFs. Como são fundos negociados em bolsa, é uma forma de se familiarizar com o mercado e, depois, partir para as ações. Lembrando que as ações fracionárias são melhores para os iniciantes não terem medo de errar.

O Yubb separou algumas perguntas que nossos usuários enviaram para o Lucas Pit e o chamamos para respondê-las. Será que deu certo? Dá o PLAY e descubra!

Curtiu o vídeo? Se sim, inscreva-se no canal do Yubb no YouTube e ative as notificações para não perder os novos vídeos.


Gostou das dicas do Lucas Pit Money? Concorda ou discorda da opinião dele? Deixe seu comentário aqui embaixo!

Como sair da renda fixa e começar a investir em renda variável

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saiba como sair da renda fixa

Quantas vezes você já ouviu frases como “o Brasil é o país da renda fixa” ou “no Brasil, a renda fixa sempre perde para a bolsa de valores”?Essas afirmações são baseadas em um dos grandes mitos que assombram o nosso mercado financeiro: a ideia de que investir em renda fixa sempre é a melhor opção. Neste artigo, então, vou falar sobre esse mito e revelar o porquê e como sair da renda fixa.

Esse assunto parece interessante? Continue lendo e descubra agora como sair da renda fixa!

O mito da renda fixa versus a bolsa de valores

Vamos começar desconstruindo a ideia de que a Bolsa não é capaz de superar os retornos obtidos com a renda fixa.

Boa parte da população tem esse tipo de visão em relação à Bolsa, assim como eu já tive antes de começar a trabalhar no mercado financeiro e estudar a fundo sobre isso. Mas, qual o problema disso?

A grande questão é que acreditar nessa premissa vai fazer com que você tome decisões erradas em relação aos seus investimentos. Ou seja, você vai continuar colocando o seu dinheiro em aplicações que não estão alinhadas com seus objetivos e/ou seu perfil, simplesmente por achar que a renda fixa é a única opção viável em nosso país.

Porém, antes de mostrar como extinguir essa ideia da sua cabeça e sair da renda fixa, vamos entender melhor por que esse mito existe.

Se considerarmos, por exemplo, um prazo de 23 anos e compararmos um ativo que renda, nesse período, 100% CDI, com os resultados do Ibovespa no mesmo período, de fato, a renda fixa vence. E o fato de o Ibovespa perder para o CDI em um determinado período acaba levando muitos a acreditarem que a Bolsa, no Brasil, não vale a pena, que a renda fixa é a melhor opção.

Mas há um problema que poucos levam em consideração na hora de fazer essa análise: o funcionamento do índice.

Vou aprofundar esse assunto a seguir.

Como funciona o Ibovespa e por que ele não superou o CDI?

O Ibovespa é uma carteira teórica de ativos selecionados com base em critérios predeterminados. Até o final de 2013, o principal critério era a liquidez, ou seja, quanto mais uma ação era negociada – comprada e vendida – maior era o seu peso na composição do índice.

Para que você entenda melhor, vamos tomar como exemplo a composição do índice no final dos anos 90, onde 43% do Ibovespa era composto por ações da Telebras, uma estatal de telefonia. Qual o impacto disso? Se o preço da ação despencasse 10% em um mês, o Ibovespa era derrubado em 4,3%.

No final de 2013, no entanto, a Bovespa – atualmente, B3 – passou a dar um peso menor para a “liquidez” e aumentou o impacto do critério “valor de mercado” na composição do Ibovespa, deixando-o parecido com outro índice já existente, o IBR-X.

Esse índice foi criado em 1996 e, ao considerarmos os seus resultados em comparação com o CDI, diferentemente do Ibovespa, temos uma vitória da renda variável com uma margem bem significativa. Veja na imagem abaixo:

saiba como sair da renda fixa

Portanto, o Ibovespa, pelo seu histórico ter sido impactado pela liquidez das ações no passado, não apresenta um resultado acima do CDI. Já o IBR-X que, por sua vez, hoje pode ser comparado ao Ibovespa, por não ter sofrido influência desses critérios ao longo do tempo, revela como a renda variável superou a renda fixa nos últimos anos.

Agora, não se engane: mesmo que eu tenha destacado essa superioridade da renda variável, não significa que você tenha que, obrigatoriamente, sair da renda fixa. Tudo vai depender do seu perfil, dos seus objetivos, da sua tolerância ao risco etc.

Além de entender os pontos que podem ser encarados como positivos e negativos nos ativos de renda variável, é importante também entender a diferença entre essas duas classes de ativos.

É por isso que, a seguir, listo as principais características de cada uma dessas classes. Continue comigo para saber se a renda variável é para você.

Descubra se a renda variável é para você

Antes de mostrar como sair da renda fixa, é importante que você defina se optar por uma classe de ativos diferente é realmente a melhor opção para você.

Vamos à comparação:

Renda Fixa

  • Baixo risco;
  • Menor potencial de retorno;
  • Retorno previsível;
  • Exige pouco estudo aprofundado;
  • Investimento simples com menos variáveis;
  • Indicado para investidores de todos os tipos e com todos horizontes temporais possíveis;
  • Garantia do FGC em alguns ativos;
  • Baixa variedade de empresas e setores diferentes para se investir.

Renda Variável

  • Alto risco;
  • Maior potencial de retorno;
  • Retorno imprevisível;
  • Exige estudo aprofundado;
  • Investimento complexo com muitas variáveis;
  • Indicado para investidores de todos os tipos, desde que com visão de longo prazo;
  • Sem garantias;
  • Grande variedade de empresas e setores diferentes para se investir.

E aí? Conseguiu identificar qual das duas classes é a melhor para você? Se você ainda está em dúvida, continue lendo, pois vou dar meu parecer sobre a renda variável agora.

Renda variável vale a pena?

Investir em renda variável certamente é uma ótima forma de aumentar a expectativa de retorno dos seus investimentos e diversificar a sua carteira, mas, obviamente, a classe também oferece seus riscos, até porque eles são inerentes à renda variável.

Será preciso estudar bastante antes de se aventurar nesse mercado e você precisa ter em mente, de forma muito clara, todos os seus objetivos e seus respectivos prazos. E ainda que tudo isso seja muito pessoal, diferentemente de várias respostas que eu já dei sobre investimentos, a resposta aqui é categórica: vale a pena investir em renda variável, mais especificamente em ações, ETF’s e fundos imobiliários.

Convencido de que a renda variável é uma boa opção para você? Então, vamos agora aos passos que você precisa dar rumo à renda variável!

Como começar a investir em renda variável

Separei 4 passos básicos para que você comece a investir em ações e outros tipos de ativos de renda variável. Confira:

Passo 1 – Abra uma conta em uma corretora de valores

Para comprar ações na bolsa de valores, é preciso ter uma conta em uma corretora de valores, pois é ela quem faz o intermédio entre o investidor e o mercado de ações, permitindo que você compre os diversos ativos disponíveis na Bolsa.

A corretora também é a responsável por disponibilizar o home broker, a interface que o investidor utiliza para operar na Bolsa e gerar suas ordens de compra e venda.

Passo 2 – Escolha a ação que você quer comprar

O segundo passo é o que merece maior atenção já que é aqui que o investidor vai tomar a decisão de qual ação comprar.

Nesta parte eu não quero me estender muito, pois sei que esse é um assunto bastante abrangente. Para explicar melhor esse passo, vou deixar para você o link de um vídeo onde eu detalho esse processo de escolha das melhores ações.

Além disso, para um conhecimento muito mais aprofundando sobre o tema, eu criei um curso inteiro de investimentos, que foi batizado de “Descomplicando o Mercado de Ações”. Não deixe de conferir esse conteúdo para saber tudo sobre renda variável.

Passo 3 – Envie dinheiro para a sua corretora

Depois de decidir qual ação (ou ações) comprar, o investidor precisa enviar o dinheiro para a sua corretora. Isso geralmente é realizado por meio de uma transferência eletrônica (TED) para a conta de titularidade do investidor.

Passo 4 – Faça um pedido de compra pelo do home broker

Com o dinheiro na conta da corretora, resta então ao investidor acessar o home broker e fazer os pedidos de compra.

Essa é a parte que, geralmente, assusta os investidores, pois o home broker pode intimidar a primeira vista, já que sua interface nem sempre é das mais simples. Além disso, alguns sofrem por tentar procurar pelo nome da empresa em vez de utilizar o código da ação.

Mas todas essas complicações desaparecem depois de um tempo. É questão de tempo até que você se acostume com o sistema e entenda a dinâmica dos códigos das companhias listadas na bolsa.

Conclusão: está preparado para investir em renda variável!

E assim finalizo mais um artigo.

Espero ter ajudado você a abandonar, em definitivo, a ideia de que a renda fixa supera a renda variável no Brasil e que, a partir disso, sua visão sobre a Bolsa de Valores não seja mais distorcida. Existem inúmeras oportunidades no mercado de ações, para quem souber aplicar as estratégias corretas no longo prazo.

Além disso, com os 4 passos que apresentei aqui, tenho certeza que você pode começar ainda hoje a buscar uma nova etapa em sua jornada como investidor, aplicando seus recursos em ativos de renda variável com o objetivo de alcançar mais rápido a sua independência financeira.

E aí? Descobriu como sair da renda fixa e está pronto para encarar o mercado de renda variável? Comente abaixo se você está preparado para mais esse importante passo.

Não esqueça também de compartilhar esse artigo com o máximo de pessoas que puder, ajudando a desmistificar o mercado de ações brasileiro.

Ramiro Gomes Ferreira

Ramiro é fundador do Clube do Valor, é especialista em investimentos e possui ampla experiência em gestão e análise de valores mobiliários.


As opiniões expostas neste artigo são baseadas na visão do autor e não necessariamente refletem o entendimento do Yubb.

Quem é a B3? Saiba como ela influencia nos seus investimentos

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quem é a B3?

Mesmo se você nunca ouviu falar no nome B3, já ouviu falar em bolsa de valores. Em março de 2017, houve a fusão entre a BM&FBOVESPA e a CETIP, surgindo a B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão – uma empresa importantíssima para o mercado financeiro.

A bolsa de valores surgiu, há mais de 100 anos, como um ponto de encontro entre compradores e vendedores. O Brasil já chegou a ter nove bolsas regionais espalhadas pelo país, mas, hoje, tudo se concentra em São Paulo.

Muitas pessoas associam bolsa com o mercado de ações, mas a verdade é que a B3 é uma empresa de infraestrutura para diversos tipos de investimentos. Dentro dela, também existe a antiga CETIP, que faz o registro e custódia dos ativos de renda fixa. Sim, o seu CDB também está registrado por lá!

As instituições financeiras (bancos, corretoras e etc) têm contato direto com a B3 já que todas as operações são feitas lá. Para transacionar ofertas de compras e vendas – seja renda fixa ou renda variável – tudo acontece com o apoio e sob a orientação da bolsa de valores.

Ficou curioso e gostaria de saber mais sobre o assunto? O Yubb esteve no centro de São Paulo, dentro da B3, para gravar tudo para você. Quer ver como foi? Dá uma olhada:

O que achou do vídeo? Muito legal “entrar” na bolsa de valores, né? Então, inscreva-se no canal do Yubb no YouTube para não perder os novos conteúdos.

Quer saber mais sobre como a B3 influencia nos seus investimentos? Veja o nosso texto sobre o assunto.


Você sabia que a bolsa de valores agora se chama B3? Se tiver qualquer dúvida ou comentário, deixe aqui embaixo! 😉

Novo canal no YouTube: Bernardo Pascowitch e empreendedorismo

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Bernardo Pascowitch e empreendedorismo

Criar um negócio não é fácil. Além de coragem para largar tudo e se tornar empreendedor, também é preciso buscar alguns conhecimentos para ter mais chance de sucesso no seu empreendimento. Foi isso que Bernardo Pascowitch fez.

O Yubb, seu buscador de investimentos online e gratuito, surgiu das mãos do Bernardo. Ele desistiu da vida de advogado em um grande escritório em São Paulo para abrir a sua própria empresa. Hoje, o Yubb é uma plataforma reconhecida no mercado, mas nem sempre foi assim.

Existem muitos desafios desde a criação do negócio até o seu crescimento. O Bernardo sempre teve a vontade de compartilhar todas as suas experiências para inspirar mais empreendedores pelo Brasil e chegou o momento.

Agora o Yubb tem dois canais no YouTube! Além do canal principal que fala sobre investimentos de uma maneira descomplicada, o fundador do Yubb também fez um canal para falar sobre os desafios de ser um empreendedor no Brasil.

Ficou interessado no assunto? Quer saber quais assuntos serão abordados neste novo canal? Dá o PLAY no vídeo de hoje:

Gostou do vídeo? Se sim, inscreva-se no canal do Bernardo no YouTube para não perder as dicas sobre empreendedorismo.


Está pensando em abrir o seu o próprio negócio? Quais perguntas você gostaria de fazer para o Bernardo Pascowitch?  Deixe seu comentário aqui embaixo! 😉

Quem é a Omni? Descubra tudo sobre essa financeira

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quem é a Omni?

Na hora de solicitar crédito e/ou investir, existem muitas empresas disponíveis. Mas sempre surgem algumas dúvidas: será que vale a pena? Será que o meu dinheiro está seguro? Esta empresa é confiável? Hoje você vai ter todas essas respostas sobre a Omni.

A Omni Soluções Financeiras é um conglomerado de empresas. O negócio começou em São Paulo há 25 anos diante de um sonho dos fundadores: ter uma empresa de financiamento que atendesse classes mais baixas.

A instituição começou como uma Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento, ou seja, uma financeira. No início, trabalhava com financiamento de veículos para as classes C e D, mas depois também passou a fornecer financiamento de caminhões e motocicletas.

Como o foco eram as pessoas menos bancarizadas, a Omni atuava mais fora de São Paulo (SP) e, só mais para frente, chegou na capital. Mesmo com uma melhora da bancarização nesses 25 anos, ainda há pouco acesso a crédito no Brasil e a empresa batalha para mudar esse cenário.

Em 2017, surgiu o Omni Banco – instituição que emite os investimentos que você vê no Yubb – e a empresa segue com projetos de financiamento para consumo e microcrédito para as classes mais baixas.

O Yubb esteve na sede da Omni para falar com Nelson Rosa, diretor financeiro da instituição e ele contou tudo que você precisa saber antes de investir nessa empresa. Confira:

Gostou do conteúdo? Então inscreva-se no canal do Yubb no YouTube e ative as notificações para não perder os novos vídeos


Gostou de conhecer mais sobre a Omni Financeira? Se ficou com alguma dúvida, deixe um comentário aqui embaixo 😉

Quer viver de renda? Confira investimentos com rendimento mensal

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investimento com renda mensal

Aqui no Yubb, sempre recebo perguntas sobre aplicações que rendem mensalmente. Muitos investidores têm interesse em investimentos com rendimento mensal para realizar um sonho: viver apenas de renda.

Viver de renda não é um processo simples, mas também não é impossível. É necessário planejamento para acumular patrimônio durante toda a vida e, quando você chegar no capital esperado, o rendimento mensal será suficiente para pagar o seu custo de vida.

Parece um sonho distante, mas não é. Além de todo o percurso que é necessário trilhar para viver de renda no futuro, também é possível encontrar alguns investimentos com rendimento mensal para o presente.

Sim, existem algumas aplicações que te “pagam” mensalmente e pode ser uma boa opção para você investir o dinheiro. Dessa forma, você pode reinvestir o rendimento mensal em outra aplicação e criar um ciclo de ganhos.

No post de hoje, separei cinco investimentos com rendimento mensal para você viver de renda no futuro e/ou aplicar seu dinheiro hoje e ter lucros mensais. Vai ficar de fora? Dá uma olhada:

os melhores investimentos com rendimento mensal

1. TÍtulos do Tesouro Direto

Se você conhece os títulos públicos do Tesouro Direto, provavelmente está se perguntando “O que isso tem a ver com rendimento mensal?”. Mas calma! Vou te explicar porque os títulos públicos estão na minha lista.

O Tesouro Direto é o programa de investimentos do Tesouro Nacional. Os títulos são emitidos pelo governo federal, ou seja, são os produtos mais seguros do Brasil. O Tesouro Direto oferece três tipos de títulos: Tesouro IPCA, Tesouro Prefixado e Tesouro SELIC.

O Tesouro IPCA e o Tesouro Prefixado oferecem, além da modalidade comum, uma modalidade com juros semestrais. Isso significa que, de seis em seis meses, você recebe o rendimento do seu investimento.

“Mas semestralmente não é mensalmente!”. Sim, você está certo. No entanto, é possível fazer uma combinação de títulos para receber rendimentos praticamente todos os meses.

O Tesouro IPCA 2050, por exemplo, paga seus rendimentos em fevereiro e agosto. O Tesouro IPCA 2035, em maio e novembro e o Tesouro Prefixado em janeiro e julho.

Isso significa que, se você investir nesses três títulos e fizer uma combinação, terá rendimentos mensais vindos do seu investimento no Tesouro Direto.

2. Certificado de Depósito Bancário (CDB)

O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um títulos emitido por bancos em que você pode investir diretamente nos bancos ou pela sua corretora de investimentos.

O CDB é garantido pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) em investimentos de até R$ 250 mil por grupo financeiro e R$ 1 milhão por CPF. E, a melhor parte, é a possibilidade de investir com pouco dinheiro.

Na maioria dos CDBs, só é possível resgatar o rendimento no final do período, junto com o montante aplicado. No entanto, nos últimos meses, surgiu uma nova modalidade no mercado que é o CDB mensal.

Nesse produto, é possível resgatar o rendimento todos os meses e o valor aplicado segue no investimento. Normalmente, esses CDBs mensais pagam 1% ao mês. Interessante, né?

A notícia ruim é que não é muito comum encontrar esse tipo de CDB. O Yubb fez um vídeo sobre os bancos que oferecem CDBs mensais, mas muitos deles já não existem no mercado.

Se você gostou desse tipo de investimento, a dica é buscar os bancos que ainda o oferecem e ficar de olho no mercado para aproveitar as próximas oportunidades.

3. Fundos de investimento

Os fundos de investimento não são renda variável e muito menos renda fixa – eles são um grupo à parte no mundo dos investimentos.

Ao investir em um fundo, o investidor (cotista) deixa o dinheiro na mão do gestor do fundo e é ele quem vai aplicar em diferentes ativos com o objetivo de encontrar as melhores rentabilidades.

Existem fundos de renda fixa, que investem apenas em títulos de renda fixa, fundos de ações, fundos de inflação, fundos multimercado, que investem em todos os tipos de ativos, e muitos outros.

Se você está buscando investimentos com rendimento mensal, não deixe de pensar nos fundos. É uma opção pouco óbvia e menos conhecida, mas existem muitos fundos com liquidez diária (possibilidade de resgate a qualquer momento) ou fundos de curto prazo.

Nesse caso, você pode investir o seu dinheiro em um fundo que permita resgates e, todos os meses, transfira uma parte do rendimento para a sua conta. Escolha o fundo certo e essa pode ser uma boa estratégia para você viver de renda.

4. Fundos imobiliários

Os fundos imobiliários (FIIs) são mais conhecidos quando o assunto é rendimento mensal. O investidor compra cotas do fundo e gestor do fundo pega o dinheiro dos cotistas e aloca em diferentes investimentos imobiliários.

O dinheiro vai para como apartamentos, shoppings, escritórios e até mesmo títulos de renda fixa como CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e LCIs (Letras de Crédito Imobiliário).

Isso significa que, ao invés comprar diretamente um imóvel que custa milhões de reais, você compra uma cota de um fundo que vai investir em diferentes imóveis por valores de a partir de R$ 100,00.

E onde está o rendimento mensal nisso tudo? É muito simples! A remuneração do cotista vem dos valores cobrados dos aluguéis dos empreendimentos. Como o aluguel é pago mensalmente, você receberá o rendimento daquele fundo imobiliário todos os meses.

Mas, fique atento! Os fundos imobiliários são negociados na bolsa de valores e são mais arriscados do que os fundos de investimento “convencionais”. Veja se é uma boa opção para o seu perfil de investidor antes de aplicar 😉

5. Ações com dividendos

Entre os investimentos mais arriscados, as ações são as mais conhecidas. Ação é um título que representa uma pequena parte de uma sociedade de capital aberto (também chamada de sociedade anônima).

Quando você compra uma ação de uma empresa – negociação que é feita na bolsa de valores – você passa a ser sócio e participar dos lucros da empresa. Se a instituição tiver bons resultados, o seu dinheiro investido passa a “valer mais” e você recebe dividendos.

No caso de ações, o rendimento mensal está nos dividendos. Os dividendos são partes do lucro da que são compartilhados entre os acionistas. Esse pagamento pode ser feito mensalmente, trimestralmente, semestralmente e até mesmo anualmente.

Se você busca investimentos com rendimento mensal, procure empresas da bolsa de valores que paguem bons dividendos mensais. Dessa forma, todos os meses você terá uma renda proveniente das suas ações.

Gostou de conhecer esses investimentos com rendimento mensal? Está pensando em viver de renda? Deixe seu comentário aqui embaixo 😉