5 investimentos alternativos para você sair do óbvio

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5 investimentos alternativos

Poupança, CDB e Tesouro Direto são os queridinhos dos brasileiros. Muitas pessoas gostam de ficar no básico para não correr risco de perder dinheiro. Mas e se eu disser que aumentar o risco pode significar mais rentabilidade para você? Sim, alguns investimentos alternativos podem te fazer ganhar mais.

Para quem prefere ficar no “feijão com arroz”, tudo bem! Mas, como investidor, você precisa saber que existem investimentos diferentes e que rendem mais do que os títulos em renda fixa como Tesouro Direto, CDB, LCI e etc.

No post de hoje, vou te mostrar cinco investimentos alternativos que são menos conhecidos entre os investidores, mas que podem ser uma ótima oportunidade de ganhar mais.

#FicaDica: não há nenhuma garantia para esses investimentos, nem do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Ou seja, são opções mais arriscadas que podem fazer com que você perca dinheiro. Se o seu perfil for conservador ou você estiver começando a investir agora, fique atento para não ter problemas no futuro!

investimentos alternativos

1.  Robôs de investimento

Já pensou em uma máquina cuidando da sua carteira de investimentos? São os robôs de investimento. Calma, não precisa se desesperar! É a tecnologia que vai gerenciar a sua carteira, mas existe uma equipe especializada por trás. É como se fosse um fundo de investimento automatizado.

Os robôs são empresas (fintechs) que, de acordo com o perfil e objetivos do investidor, criam uma carteira de investimentos. Como ele usa a tecnologia, busca as melhores opções do mercado para o seu bolso e sempre seguem a procura da maior rentabilidade.

O objetivo do robô é criar uma carteira que seja diversificada, com baixo custo e manutenção automática. O investidor paga uma porcentagem (de 0,4% a 0,95% ao ano) em troca de receber esse serviço personalizado e automatizado.

“Mas para onde vai o dinheiro?” Depende! No Brasil, os principais robôs de investimento são as fintechs Magnetis, Monetus, Vérios e Warren. Cada um deles possui a sua estratégia e pode alocar o patrimônio dos investidores em diversos ativos: desde Tesouro Direto até ações.

2. Peer-to-peer

O peer-to-peer, também conhecido como P2P, também é um serviço oferecido por empresas (fintechs). O objetivo dessa modalidade é conectar os tomadores (empresas que buscam crédito) com os investidores (pessoa física).

É daí que vem o nome peer-to-peer (de ponta a ponta): é uma ponte que, de um lado, empresta recursos para empresas que precisam e, do outro, capta recursos com investidores que acreditam nessas empresas.

É uma forma de agilizar o processo de crédito com menos burocracias e menos taxas entre as duas partes. Para o investidor, pode ser uma forma de investir em uma empresa que está em crescimento e ter uma alta rentabilidade no futuro.

No entanto, sempre existe o risco de inadimplência. Se a empresa tomadora não devolver o valor emprestado com juros, o investidor pode ficar na mão e perder dinheiro. Por isso é importante buscar uma empresa de peer-to-peer que seja confiável e pesquisar bastante sobre a empresa em que vai investir o seu dinheiro.

No Brasil, as maiores empresas de P2P são Kavod Lending, Iouu, Tutu Digital, Nexoos e Biva.

3. Crowdfunding

Aposto que você já ouviu falar sobre alguma “vaquinha” online. É o famoso empréstimo coletivo na internet em que as pessoas se unem para juntar dinheiro para determinada causa. O crowdfunding é algo similar a isso – é o investimento coletivo na internet.

Existem os crowdfundings imobiliários e de crowdfundings de empresas – ambos são empresas (fintechs) que oferecem o serviço aos investidores.

No imobiliário, é possível comprar “partes” de imóveis. O investidor financia a construção do imóvel e, quando o lucro chegar, recebe a remuneração. É como se, ao invés de você comprar um imóvel e receber os aluguéis mensais, você compra parte dele e se beneficia do lucro. No crowdfunding de empresas, é possível financiar a criação ou o crescimento de uma empresa que está buscando crédito. Quando o lucro chegar, recebe a remuneração.

O bacana é que dá para investir em imóveis e em empresas a partir de R$ 1.000,00! Mas fique atento porque sempre existe o risco de o imóvel e/ou a empresa não dar certo e você pode perder dinheiro.

4. COE

Diferente das outras opções que falei até agora, o COE (Certificado de Operações Estruturadas) é um produto oferecido por bancos. É um produto bem recente, mas já é amplamente divulgado pelos bancos.

Em poucas palavras, é um “envelope” dentro do qual são encontrados outros investimentos. Ou seja, ao investir em um COE, o investidor não está aplicando no papel do COE e sim nos produtos que estão dentro dele.

Um COE pode ser constituído por uma parte de renda fixa (Tesouro SELIC) e outra parte de renda variável (ação de uma empresa na Bolsa), por exemplo. Já outro COE pode ser composto por diversas ações da Bolsa de Valores norte-americana. É uma casca que cobre outros ativos.

5. Criptomoedas

Bitcoin é um termo que anda muito conhecido no mundo dos investimentos. Se você não conhece, bitcoin é um tipo de criptomoeda – a famosa moeda virtual. Mas também existem outras criptomoedas no mercado como Ethereum, Ripple, ZCash, Litecoin e etc.

As criptomoedas são geradas por sistemas computacionais de forma descentralizada (sem uma autoridade central) e criptografada. O investimento funciona da mesma forma que o investimento em moedas físicas (câmbio). O investidor compra uma moeda virtual com o objetivo de esperar a sua valorização, ou seja, vendê-la, no futuro, por um valor maior do que a compra.

A compra de criptomoedas pode ser feita em empresas especializadas como Atlas Quantum, Mercado Bitcoin, Foxbit, entre outras.

Dica: ainda não há muita legislação e regulamentação sobre as criptomoedas então fique esperto para não arriscar demais e perder dinheiro! 😉

Conhecia esses investimentos alternativos? São diferentões, né? Se tiver qualquer dúvida ou comentário, deixe aqui embaixo!