Como investir no Tesouro Direto em 5 passos

Tesouro Direto, títulos públicos, aplicações do governo… As nomenclaturas são muitas! É um investimento que está “na moda” e pode ser uma ótima motivação para sair da poupança já que a rentabilidade é maior, mas a segurança é a mesma. Com este post, você vai descobrir como investir no Tesouro Direto!

Na realidade, ele não é um tipo de investimento e sim um Programa criado pelo governo em parceria com a BM&F Bovespa em 2002. É uma forma que o Tesouro Nacional criou para captar recursos para si mesmo por meio de pessoas físicas (cidadãos brasileiros).

Por ser um programa do governo, a segurança é muito grande! Como o rendimento é maior que o da poupança, pode ser uma ótima porta de entrada para o mundo dos investimentos. E o melhor? Dá para investir com a partir de R$ 30,00!

Quer saber como começar? Veja o infográfico abaixo e leia descubra como investir no Tesouro Direto em 5 passos.

como investir no Tesouro Direto

1. Escolha a instituição financeira

O primeiro passo para saber como investir no Tesouro Direto: não dá para investir em títulos públicos sem uma instituição financeira! “Ué, mas eu vi que dá para entrar no site do Tesouro e comprar títulos!”. Sim, isso é permitido, mas é preciso ter uma instituição financeira “por trás”. Vamos explicar isso melhor mais para frente, ok?

O ponto aqui é: você precisa escolher a sua instituição financeira – ou uma corretora ou um banco – para investir no Tesouro Direto. Infelizmente, não pode ser qualquer um! O Tesouro Nacional tem uma lista com as instituições habilitadas para operar com títulos públicos. Clique aqui para acessar essa lista.

Hoje em dia, a maioria dos bancos e corretoras não cobra nenhuma taxa para que você possa investir nos títulos do Tesouro, mas existem algumas que ainda cobram. Ou seja, dê uma boa olhada na lista antes de abrir a conta. Zero taxa é sempre melhor, né? =)

Como a lista é grande e várias instituições não cobram nenhuma taxa, você pode ficar em dúvida sobre qual instituição escolher. Nesse caso, o que acha de dar uma pesquisada? Não precisa ser nada trabalhoso! Falar com um amigo experiente em investimentos já pode te ajudar muito.

Jogar o nome da instituição em um site de buscas também é importante para saber se ela é uma boa opção. Com alguns cliques, você consegue ver a opinião de clientes, observar o comportamento da empresa nas redes sociais e etc. Se estiver tudo de acordo com a sua expectativa, pronto! Instituição escolhida!

Aqui no Yubb, a gente mostra os investimentos da corretora Rico que não cobra nenhuma taxa para você investir no Tesouro. Para entender melhor essa parceria, clique aqui.

2. Abra uma conta

Agora é a hora de você abrir uma conta na corretora ou banco. Pode parecer uma complicação, mas é MUITO simples! Atualmente, grande parte das instituições financeiras possui plataformas online para realizar todo o processo.

Filas? Cópias de documento? Burocracia? Dor de cabeça? Nada disso! Com alguns cliques, você consegue preencher os seus dados e enviar o seu cadastro. E os documentos? Pode ser apenas uma foto ou o arquivo digitalizado!

Depois de ter a sua conta aberta, transfira o dinheiro da sua conta corrente (seu banco comum) para a sua conta de investimentos (da instituição financeira que você escolheu). E já pode começar a investir!

3. Conheça os títulos

Como a gente disse, o Tesouro Direto é um programa de investimentos e não um produto. Dentro disso, o governo federal oferece diferentes tipos de títulos que você pode investir o seu dinheiro. Para saber como investir no Tesouro Direto, você precisa conhecê-los. São eles:

Tesouro IPCA: é um pós-fixado que tem como indexador a inflação, ou seja, o IPCA. Isso significa que o rendimento é composto por uma taxa definida no momento do investimento + a variação da taxa de inflação.

Tesouro IPCA com juros semestrais: é igual ao Tesouro IPCA, mas você ganha seus rendimentos de seis em seis meses e não só no prazo final.

Tesouro Prefixado: possui uma taxa definida (prefixada) que permanece a mesma durante todo o período do investimento, ou seja, não depende de nenhum fator.

Tesouro Prefixado com juros semestrais: é igual ao Tesouro Prefixado, mas você ganha seus rendimentos de seis em seis meses e não só no prazo final.

Tesouro SELIC: é um pós-fixado indexado à taxa Selic e é o único título do Tesouro Direto em que você não corre o risco de perder dinheiro se resgatar antes do prazo de vencimento.

Os cinco tipos ficam disponíveis no site do Governo Federal com diferentes prazos de vencimento. Por exemplo: “Tesouro IPCA+ 2035” tem o vencimento em 2035. “Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2029” tem o vencimento em 2029 e assim por diante.

“Mas como saber qual título é o melhor para mim?”. É preciso analisar diversos fatores: desde o seu perfil investidor até a quantia que você tem para investir.

No geral, os títulos públicos do Tesouro Direto são muito seguros/conservadores e se encaixam para diferentes tipos de investidores. Mas vale a pena dar uma olhada neste post para saber qual é o melhor investimento para VOCÊ. E sempre saber que o ideal é manter o investimento até a data de vencimento para não correr risco de perder dinheiro resgatando antes — com exceção do Tesouro SELIC.

4. Compre o título que te interessa

Agora que você já tem conta aberta em uma instituição financeira e já escolheu qual dos títulos quer comprar, é a hora de investir! Para comprar um título do Tesouro Direto, você pode seguir dois caminhos.

O primeiro e mais comum é pela plataforma da própria instituição financeira. Alguns bancos e corretoras, além de serem habilitados para operar com o Tesouro Direto, são “Agentes Integrados”. Isso significa que você pode comprar e vender títulos públicos diretamente pela plataforma da instituição. Você descobre quem são os Agentes Integrados pela mesma lista que a gente citou no item #1.

A segunda opção é pelo site do Tesouro Nacional. Com o seu CPF ativo, você consegue comprar e vender títulos pela plataforma do Tesouro Direto. Vale dizer que, mesmo nessa segunda opção, você precisa ter uma conta em alguma instituição financeira, ok? Você investe PELO site do governo, mas VIA corretora ou banco.

Em ambos os casos, é só colocar o valor (R$) que você quer investir e em qual título. A partir daí, você é um investidor do Tesouro Direto!

5. Siga acompanhando

Agora que você já sabe como investir no Tesouro Direto, pode acompanhar os seus investimentos pelo próprio site (ou app) do Tesouro. Basta entrar com a sua senha e ver o extrato das suas transações para acompanhar o investimento.

Por lá, você também pode vender o seu título a qualquer momento (já que o Tesouro Direto possui liquidez diária), mas vale lembrar que será aplicado o valor de mercado do dia. Ou seja, você pode ganhar menos do que ficou acordado até o prazo de vencimento. Cuidado com essa “pegadinha”!

Outro ponto importante é que, quando você abre a conta em uma instituição habilitada, é criada uma conta de custódia na BMF&BOVESPA automaticamente. Como o próprio site do Tesouro diz, é como uma conta corrente, porém, em vez de de guardar dinheiro, guarda títulos.

Isso significa que todos os títulos que você comprou estão cadastrados em seu CPF, o investimento é totalmente SEU (e não da corretora!). Ou seja, se você quiser operar no Tesouro Direto de outra instituição financeira, é possível fazer essa troca. A BMF&BOVESPA também te envia um extrato de como estão os seus investimentos.

Além de acompanhar os investimentos que você já realizou, é importante ficar de olho nas “novidades”. Pode aparecer um título com um prazo de vencimento que te atrai mais, por exemplo. Vale estar sempre por dentro para não perder nenhuma oportunidade!

 

Aprendeu como investir no Tesouro Direto? O que achou do passo a passo? Deixe sua dúvida, comentário ou sugestão aqui embaixo =)