Investimentos para mulheres que querem arriscar mais

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Mulheres são conhecidas por serem mais conservadoras quando o assunto são investimentos financeiros – e isso já foi atestado em alguns estudos. No entanto, esse viés de comportamento não tem nada a ver com biologia, mas com construção social. Ou seja, somos educadas para termos mais aversão ao risco. Contudo, isso não te impede de ir além: pode ser que, apesar de toda essa fama, você esteja pronta para arriscar um pouco mais e investir em aplicações mais arrojadas. No post de hoje, você vai conhecer investimentos para mulheres que querem arriscar mais.

Investimentos financeiros arriscados são para mim?

Antes de mostrarmos como começar a se aventurar, um alerta: para entrar no mundo das aplicações arrojadas, é preciso ter um perfil adequado. Ou seja, você precisa tolerar riscos e saber que, se quiser abocanhar rendimentos acima do mercado, também deverá se arriscar a ter eventuais prejuízos no curto prazo e entender razoavelmente o mercado financeiro.

Então, se você é do tipo que entra em pânico só de ver uma pequena desvalorização nos seus investimentos, talvez essas aplicações sejam emocionantes demais para você. Entenda seu perfil-investidor antes de investir o seu dinheiro!

Aplicações para investidoras arrojadas: por onde começar?

Obviamente, não diremos para você já começar investindo em ações. Existem algumas aplicações que são ótimas portas de entrada para o universo da renda variável:

investimentos para mulheres

1. Fundos imobiliários (FII)

Como um primeiro contato, vale a pena considerá-los. Neles, um grupo de investidores coloca seu dinheiro em empreendimentos imobiliários, imóveis em desenvolvimento ou já prontos, como hospitais, edifícios comerciais e shoppings. Quando você aplica sua grana aqui, está, na verdade, adquirindo uma cota.

Trata-se de um produto de renda variável – ou seja, o valor dessa cota pode subir ou descer, da mesma maneira que acontece com o preço de uma ação. No entanto, os FIIs têm um quê de renda fixa: além de poder ganhar na valorização da cota, a investidora ainda receberá um valor fixo “pingando” na sua conta da corretora, o que pode acontecer mensal, trimestral ou semestralmente. É como se você fosse a dona de um imóvel e recebesse o valor do aluguel.

2. Fundos de crédito privado

Apesar de apresentarem certo risco, eles são opção para quem quer continuar na renda fixa, mas está se animando a se arriscar um pouco mais. Isso porque parte considerável do seu patrimônio permanece investida em títulos de renda fixa de emissores privados – mais precisamente, pelo menos 50% do patrimônio líquido, de acordo com regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) –, como CDB, LCI, LCA e debêntures.

Os fundos de crédito privado são mais indicados para quem já tem mais experiência em investimentos e conhece minimamente o mercado, já que a investidora terá que analisar a composição da carteira na hora de decidir onde colocará sua grana e analisar os riscos que essa aplicação envolve. Saiba quais são aqui.

3. Fundos multimercado

Como o nome indica, este é um fundo que aplica o dinheiro em diversos mercados, incluindo renda fixa, ações e câmbio – ou seja, uma aplicação bem diversificada. Cada um tem uma composição diferente, o que também determinará o seu risco. Por isso, existem fundos multimercados mais conservadores e outros mais arrojados.

Eles são uma ótima maneira de diversificar a carteira de investimentos com riscos moderados. Também são indicados para quem quer rendimentos maiores do que aqueles obtidos na renda fixa tradicional, mas não quer apostar diretamente para a renda variável. Aprenda aqui como investir neles.

4. Fundos de ações

Se você já tem alguma experiência e quer começar a investir em ações, por que não começar pelos fundos de ações? Eles são indicados para quem deseja entrar neste mercado, mas não tem dinheiro ou conhecimento suficientes para montar uma carteira de investimentos poderosa por conta própria.

Assim como em outros fundos, aqui, um grupo de investidores aplica seus recursos, que serão administrados por um gestor. Ao adquirir uma cota, você estará comprando uma cesta de ações diversificada, o que pode diluir o risco e trazer maiores rendimentos.

Conclusão

Se você sente que está preparada e é ousada o suficiente, não precisa ficar presa em investimentos de renda fixa. Antes de mergulhar no mar, você pode molhar os tornozelos e se arriscar aos poucos – ou seja, em vez de se jogar no mercado de ações, câmbio e outros mais arriscados, dá para colocar sua grana em investimentos que trarão maior rentabilidade e risco na medida. Vamos juntas?

 

Você é uma investidora conservadora ou arrojada? Gostou das sugestões desses investimentos para mulheres que querem arriscar mais? Deixe seu comentário aqui embaixo!

Ana Paula de Araujo

Repórter, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.

 

As opiniões expostas neste artigo são baseadas na visão do autor e não necessariamente refletem o entendimento do Yubb.