Pagar dívidas ou investir?

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Talvez você já tenha tido essa dúvida: sobrou um dinheiro no final do mês e você não sabe se deve pagar dívidas (especialmente aquela dívida antiiiiiiga que vem se arrastando há algum tempo) ou é melhor aplicar o dinheiro para render? Tem gente que acha essa pergunta um pouco óbvia; afinal, é muito mais gostoso ver o seu dinheiro render e crescer em um investimento do que gastar dinheiro e pagar dívidas, né? Mas cuidado que as coisas não são bem assim!

Veja o infográfico que fizemos sobre esse assunto polêmico – e é importante dizer: estamos escrevendo esse post porque recebemos uma dúvida de um usuário hoje sobre exatamente esse assunto e percebemos que é importante contar sobre isso.

 

 

Poucas pessoas sabem se devem pagar dívidas ou investir quando há alguma sobra de dinheiro.

Controlar o salário

O primeiro passo com relação ao dinheiro, seja para investir ou seja para pagar dívidas, é controlar o seu salário e outros rendimentos. Já falamos um pouco sobre a importância do planejamento financeiro para investir neste post aqui, mas vale a pena reforçar: muita gente por aí não faz ideia de quanto ganha por mês. Pode até saber o salário bruto (sem descontar imposto de renda), mas não sabe exatamente o valor do salário líquido, quanto ganha com investimentos, com outras fontes (ex: aluguel de imóvel).

É importante saber exatamente quanto você ganha. Todas as outras decisões financeiras da sua vida estão relacionadas ao valor que entra todo mês no seu bolso. Afinal, sem saber essa informação tão básica sobre os seus rendimentos, como é que você pretende tomar outras decisões relevantes de investimento por aí? 😛

 

Planejar gastos

Se já difícil saber quanto ganha, imagina então saber quanto gasta?! Quase ninguém sabe responder a essa pergunta. R$ 500? R$ 1.000? R$ 3.000? R$ 8.000? Já vimos pessoas que gastam mais de R$ 15.000 por mês e nem sabem disso! Sem esse controle de gastos, fica complicado evitar se endividar ou mesmo investir. É quase como querer pilotar um carro de corrida sem antes ter dirigido um carro normal. Um passo de cada vez e cumprindo todas as etapas: controlar salário, planejar gastos e partir para investimento.

Não saber quanto gasta é a receita perfeita para ter dívidas. E ter dívidas é o caminho para perder dinheiro. Então, quanto mais cedo “atacarmos” esse problema e reduzirmos o risco de se endividar, melhor, certo? Vamos lá: é muito importante então controlar os seus gastos. Pode ser um pouco chato, cansativo, enfadonho, mas faz parte da vida. E, quanto mais rápido você tiver esse controle, melhor para adquirir o hábito e sempre ter esse controle.

 

Evitar se endividar

Direto ao ponto: você nunca deve se endividar. De novo: VOCÊ NUNCA DEVE SE ENDIVIDAR! Quer comprar alguma coisa mas já acabou o dinheiro do mês? Deixa pro mês que vem. Quer dar um presente para seu filho, mas este mês está mais apertada? Não dê o presente e leve seu filho para um passeio divertido no parque. Em planejamento financeiro, nada é pior do que se endividar. E sabe por quê? Porque o Brasil tem os maiores juros do mundo!!!

Pode acreditar: você não vai querer se endividar no Brasil. Se você prestar atenção nas notícias sobre economia popular, vai começar a perceber várias notícias sobre os altos juros brasileiros. Vira e mexe o próprio governo brasileiro busca reduzir os juros, seja pela redução da taxa SELIC, seja por alterações de regulação sobre cartões de crédito e empréstimo pessoal. A verdade é que juros altos prejudicam a economia como um todo e nós, como consumidores, precisamos fugir desses juros o máximo possível!

 

Cheque especial ou cartão de crédito?

“Já estou endividado. O que faço?” Bom, você precisa evitar ao máximo se endividar, certo? Mas, em alguns casos, pode acontecer – ou mesmo acontecer de ter se endividado antes de ler esse nosso post, né? Nesse caso, a dúvida comum é sobre escolher entre crédito do cheque especial (conta corrente) ou do cartão de crédito (conhecimento como “rotativo”). A resposta: NENHUM DOS DOIS! Esses são os juros mais altos do Brasil e aqueles que precisam ser evitados ao máximo! A partir de hoje, você vai torcer o nariz para qualquer oferta de crédito do cheque especial ou do cartão de crédito, combinado?

Se você estiver precisando muito de dinheiro e não tiver ninguém para ajudar, existem algumas alternativas interessantes e que têm crescido muito no mundo financeiro para obter crédito para pessoa física sem pagar as taxas gigantescas dos bancos e instituições financeiras tradicionais. Normalmente, são empresas modernas que reduzem os custos do crédito por meio da utilização de tecnologia aplicada a produtos e serviços financeiros (as chamadas “fintechs”). Uma dessa soluções é o DimDim, uma empresa apoiada pela Caixa Econômica Federal que cobra juros infinitamente menores para compras “a fiado” dentro da sua comunidade (em alguns casos, você só paga juros se atrasar o pagamento!).

 

Pagar dívidas

Assim que você contrair uma dívida (ou assim que ler este post caso já tenha contraído uma dívida no passado), o pensamento imediato precisa ser: pagar dívidas o quanto antes. TODAS ELAS. Sem gastar com nada de consumo desnecessário até pagar todas as dívidas completamente. Radical? Sim! Precisa ser radical quando o assunto é pagar dívidas. Porque cada dia que passa e que você tenha um dívida em aberto, são mais juros calculados e mais dinheiro pra pagar no final. E você não quer isso, certo?

Também não é para se martirizar e se criticar por ter contraído uma dívida. Todo mundo um dia precisa de dívida. Tem até uma frase legal do Jorge Paulo Lemann (o homem mais rico do Brasil) dizendo “posso ser o homem mais rico, mas ninguém sabe que sou também o mais endividado”. É uma brincadeira do Jorge Paulo sobre as empresas do grupo que ele controla, pois é bastante comum empresas possuírem dívidas para expandirem suas operações.

Mas não estamos falando do Jorge Paulo Lemann e nem de empresas, certo? Estamos falando de você, pessoa física, que deve evitar ao máximo as dívidas — e, caso tenha, deve pagar dívidas o quanto antes.

 

Investir sem dívidas

Pronto! Agora sim você pode investir: depois de controlar seu salário e outros rendimentos, planejar seus gastos, evitar empréstimos e pagar dívidas caso já tenha alguma ainda pendente. E por que tudo isso? Simples: lembra que falamos aí em cima sobre os juros no Brasil serem os mais caros do mundo, né? Em alguns casos, principalmente nos juros do cartão de crédito, você pode ter que pagar mais do que 10% por mês!

Então, vamos fazer uma conta: se você tiver uma dívida de cartão de crédito, provavelmente está pagando perto de 10% de juros ao mês – o que dá mais de 213% por ano! Se você investir, vai rentabilizar sua aplicação em cerca de 1% ao mês. Viu só a diferença gigantesca?! Essa diferença entre a rentabilidade do seu dinheiro (quanto um banco por exemplo paga pelo seu investimento) e o alto valores dos juros do crédito (quanto você paga pelo empréstimo) é uma das principais fontes de lucro de instituições financeiras.

Dessa forma, a prioridade sempre deve ser pagar dívidas. E pagar integralmente, sem sobrar nenhuma. Somente depois de pagar dívidas é que você deve procurar investimentos pelo Yubb para investir e aplicar melhor seu dinheiro. Mas, antes disso, qualquer sobra de dinheiro, por menor que seja, precisa ir para pagar suas dívidas. E sempre priorizando as dívidas com os juros mais baixos (que devem ser quitadas primeiro) e, depois, as dívidas com juros mais baixos. Sem se enganar, hein: dívida é dívida, não existe “dívida ruim” e “dívida boa”.

 

Você já precisou de endividar e ficou em dúvida sobre pagar dívidas ou investir seu dinheiro? Comenta aqui embaixo e compartilha sua história